Controle de Pragas em Áreas de Grãos Armazenados

Os cereais desempenham um papel central na garantia da segurança alimentar global. Por sua relevância enquanto principal fonte de alimento para seres humanos e animais, a preocupação com a qualidade dos grãos e as perdas provocadas por ataques de pragas é permanente.

Desde sempre, um dos grandes desafios de produtores cerealistas, e empresas envolvidas neste segmento de comércio alimentício, é o controle de pragas em áreas de grãos armazenados.

Além do monitoramento de parâmetros como temperatura, umidade, condições fitossanitárias, desenvolvimento e integridade física dos grãos, é fundamental evitar a indesejada presença de um grande e faminto exército de pragas invasoras.

Sem ações preventivas, pragas como ratos, pombos, carunchos, mariposas, besouros e ácaros invadem depósitos de grãos armazenados (ensacados), silos e armazéns graneleiros, aumentando riscos de saúde e provocando grandes prejuízos financeiros e de imagem institucional.

Portanto, a segurança sanitária e o controle de pragas em áreas de armazenagem de grãos é imprescindível, tendo em vista a qualidade dos cereais, a segurança dos consumidores, a credibilidade e a competitividade do negócio.

Importância dos Cereais no Brasil e no mundo

Entre os principais grãos comercializados e consumidos do mundo estão o trigo, o arroz, o milho e a soja, da qual o Brasil é o seu maior produtor.

De acordo com o International Grains Council (IGC) – organização intergovernamental que supervisiona a Convenção de Comércio de Grãos e fomenta a cooperação global do setor – a produção mundial de grãos na safra 2021/2022 vai bater um recorde, pois deve atingir 2,287 bilhões de toneladas.

No Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) prevê que a produção de grãos em 2021 deve alcançar 263,1 milhões de toneladas.

Esse número – apresentado no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) – representa 9,0 milhões de toneladas a mais do que a safra nacional de 2020 (crescimento de 3,5%).

Por outro lado, segundo a FAO (Food and Agriculture Organization) os insetos são responsáveis pela perda de 10% da produção de cereais. E no Brasil, esse percentual sobe para 20% devido às condições precárias de armazenamento.

um dos grandes desafios de produtores cerealistas, e empresas envolvidas neste segmento de comércio alimentício, é o controle de pragas em áreas de grãos armazenados.

um dos grandes desafios de produtores cerealistas, e empresas envolvidas neste segmento de comércio alimentício, é o controle de pragas em áreas de grãos armazenados.

O Risco das Pragas na Indústria de Alimentos

Pombos, ratos e uma grande variedade de insetos são as principais ameaças em áreas produtivas (ensacamento e processamento de alimentos) e espaços de armazenagem de grãos.

É importante ressaltar que a maioria destes animais indesejados – nas indústrias e áreas de estoque – já possui características sinantrópicas. Ou seja, devido à sua necessidade de obter alimento, água e abrigo já estão adaptados ao convívio com os seres humanos.

No ambiente das indústrias de alimentos, a presença desses animais pode resultar numa série de transtornos, riscos e prejuízos.

A título de curiosidade, algumas consequências negativas são a contaminação de alimentos que chegarão às prateleiras, o risco de transmissão de doenças – já que algumas pragas são vetores de patologias -, a perda de estoques e a judicialização de casos envolvendo consumidores lesados.

Principais Pragas Entre os Insetos

Quando estão desprotegidos, equipamentos de armazenamento de grãos (torres ou silos), galpões de beneficiamento de cereais e áreas de estocagem são um prato cheio para todo tipo de pragas.

Mas especialmente para três ordens de insetos: coleópteros (besouros, gorgulhos e carunchos), lepidópteros (mariposas, borboletas e traças) e psocópteros (piolho-branco, insetos corrodentes).

Para os insetos, os cereais representam uma importante fonte de matéria orgânica, que é necessária para a sua alimentação e reprodução.

Basicamente, as pragas se dividem em três grupos:

Pragas primárias

atacam grãos íntegros e sadios e são divididas em dois subgrupos:

●    Internas – possuem mandíbulas desenvolvidas que rompem as películas protetoras e penetram nos grãos; completam o ciclo reprodutivo dentro do grão (caruncho, gorgulho-do-milho, traça-dos-cereais)

●    Externas – aquelas que se alimentam da parte externa dos grãos (traça-do-amendoim)

Pragas secundárias

se alimentam de grãos quebrados ou previamente danificados por pragas primárias; infestam quase todos os grãos armazenados, especialmente seus subprodutos como farinhas, fubá, farelos e rações (besouro Tribolium)

Pragas associadas

não atacam os grãos, mas alimentam-se de detritos e fungos; afetam a qualidade e o aspecto do produto armazenado (ácaros, besouros Tenebrio, parasitóides, predadores).

Todas essas pragas apresentam características biológicas e comportamentais que comprometem seriamente a produção, o beneficiamento e a estocagem de grãos.

Entre essas características podemos citar a grande capacidade reprodutiva (potencial biótico), a presença em áreas de cultivo e depósitos (infestação cruzada), a habilidade para atacar diversos produtos (polifagia) e a capacidade de adaptação a ambientes secos e escuros.

Em suma, quando não há o manejo adequado dessas pragas durante a produção de cereais, invariavelmente ocorrem perdas quantitativas (deterioração e perda de peso dos grãos) e qualitativas (alteração das características do produto, queda do valor nutritivo, desvalorização, diminuição do grau de higiene e perda da qualidade de panificação das farinhas).

Manejo Ecológico de Pragas (MEP)

O Manejo Ecológico de Pragas (MEP) é uma solução moderna – desenvolvida pela BIOMAX – para o controle definitivo de animais invasores em unidades industriais e/ou áreas de estocagem de cereais e outros alimentos.

Trata-se de um método que, a partir da análise de diferentes variáveis – ambientais, estruturais, nível de infestação, riscos de contaminação química, espécie de praga prevalente -, propõe um plano organizado de ações que equaliza eficiência, segurança e sustentabilidade.

A eficácia do MEP BIOMAX está relacionada à estratégia de identificação e prevenção dos “4A”.

Traduzindo, o método busca eliminar as condições de “alimento, abrigo, água e acesso”, que são os fatores que garantem a existência e a reprodução de insetos e outras pragas urbanas em qualquer ambiente.

Método Sustentável de Controle Absoluto

A implantação do Manejo Ecológico de Pragas (MEP) parte da adoção de intervenções de menor potencial agressivo – como ações mecânicas, físicas e biológicas – até chegar a procedimentos químicos (iscas e inseticidas), caso realmente haja essa necessidade.

Pode-se dizer que essa sequência é uma cadência sustentável, cujo objetivo é a redução de danos ambientais, a segurança do ambiente fabril e a saúde dos colaboradores e do consumidor final.

Tudo isso faz do MEP uma solução muito mais evoluída, precisa e segura do que uma simples dedetização – o tradicional método de eliminação de pragas que não leva em conta os efeitos colaterais, não monitora a possibilidade de reinfestação e nem outras consequências ngativas.

Além de combinar estratégia, métodos alternativos e mais sustentáveis (controle de temperatura, umidade e luminosidade), a possibilidade da execução de ações durante o expediente da empresa e o monitoramento sistemático da área infestada, o MEP é uma tecnologia de controle de pragas que oferece total segurança jurídica.      

Ou seja, o Manejo Ecológico de Pragas BIOMAX é executado em total conformidade com normas técnicas, resoluções e legislações ambientais e de saúde vigentes no país.

A eficácia e a qualidade do Manejo Ecológico de Pragas BIOMAX mantêm companhias de diversos segmentos absolutamente seguras e blindadas contra a invasão de pragas.

Entre os clientes da BIOMAX figuram empresas de alimentação, bebidas, fármacos, nutrição animal, embalagens, redes de hotéis, hospitais, granjas, shopping centers, edifícios comerciais e condomínios residenciais.

 

 

Blog BIOMAX

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