Todas as manhãs, com uma xícara de café nas mãos, dona Ivone observa o vai e vem de seus animaizinhos de estimação na varanda de seu apartamento em Ubatuba. São dezenas de pequenos seres alados, que zumbem e produzem mel.

Isso mesmo, os animais de estimação de Ivone Ribeiro Campos são dois enxames de abelhas jataí (Tetragonisca angustula), espécie muito comum no país.

“Sento e fico olhando enquanto uma entra e outra sai. É uma coisa viva, né? Eu gosto de ter coisas vivas em casa. Senão, a gente fica muito solitária”, diz a funcionária pública aposentada de 67 anos.

O que permite que dona Ivone possa apreciar as bichinhas sem medo é o fato de elas serem incapazes de aferroar.

Abelhas sem ferrão viram bichos de estimação

Abelhas sem ferrão viram bichos de estimação

Diferentemente das apis, de origem africana ou europeia, que costumam ser vistas rondando doces e refrigerantes e eventualmente ferroando quem os consome. Abelhas sem ferrão são chamadas meliponíferas. “Não tem veneno, não tem alergia”, afirma Celso Barbieri Jr., diretor técnico-científico da ONG SOS Abelhas sem Ferrão.

Embora esses insetos voadores sejam nativos do Brasil e habitem o país há milhões de anos, esses são desconhecidos por boa parte dos brasileiros. “Mais de 90% da população nunca ouviu falar das abelhas sem ferrão”, diz ele.

Com a intenção de apresentá-las para o público, o chef Ivan Ralston decidiu abrigar três colmeias na entrada de seu sofisticado restaurante, o Tuju, no bairro da Vila Madalena, em São Paulo.

Ralston, um grande apreciador dos méis produzidos pelas meliponíferas, os usa em suas receitas, e percebeu que seus clientes muitas vezes não têm ideia do que estão degustando.

“É um mundo com possibilidades gastronômicas enormes. Esses méis podem ter para o Brasil a força que a trufa tem para a gastronomia europeia”, afirma.

Sabores

Segundo o chef, eles trazem sabores muito especiais: o de abelhas borá (Tetragona clavipes), por exemplo, lembra queijo, e o mel de emerina (Plebeia emerina), “super ácido, parece um vinagre”.

A história do tenente da reserva da PM Jorge de Oliveira Diogo com as meliponíferas começou durante sua passagem pela polícia ambiental. Quando soube de um enxame em perigo em sua cidade, em Jacupiranga (SP), colocou as bichinhas numa caixa de madeira e as levou para casa.

“Acabei me apaixonando pelos ‘serzinhos'”, conta. Hoje seu xodó é uma colmeia de Friesella schrottkyi, conhecida popularmente como mirim-preguiça, também resgatada por ele. “Vieram num pote de sorvete e estavam bem debilitadas. Criei praticamente na mamadeira.”

fonte: Jornal Folha de São Paulo

Sumário
Abelhas Sem Ferrão Viram Bichos de Estimação
Nome do Artigo
Abelhas Sem Ferrão Viram Bichos de Estimação
Descrição
Diferentemente das apis, de origem africana ou europeia, que costumam ser vistas rondando doces e refrigerantes e eventualmente ferroando quem os consome. Abelhas sem ferrão são chamadas meliponíferas. "Não tem veneno, não tem alergia", afirma Celso Barbieri Jr., diretor técnico-científico da ONG SOS Abelhas sem Ferrão.
Autor
BIOMAX Controle de Pragas

A Opp.ag é uma agência de Propaganda e Marketing especializada em Marketing Digital. Atende empresas dos mais diversos segmentos, e com sua expertise realiza campanhas on-line e off-line, análise de mercados, sistemas para internet, gestão de conteúdo para website, blogs e redes sociais e marketing de busca. A Opp.ag também apresenta e desenvolve inovações criativas e diferenciadas com várias ferramentas para promover seus clientes, tais como o WiFi Marketing, uma plataforma de comunicação inteligente para rede de visitantes WiFi.