• BIOMAX
  • BIOMAX
  • BIOMAX
  • BIOMAX

Cupins

Os cupins são insetos sociais que ocorrem nas áreas tropicais e temperadas do mundo. Reúnem-se todos na Ordem Isoptera com mais de 2000 espécies descritas das quais aproximadamente 200 são encontradas no Brasil.

A maioria das espécies não causa problema ao homem e, sendo um dos principais grupos de organismos deterioradores, eles desempenham papel fundamental na reciclagem do material orgânico vegetal na natureza.

Entretanto algumas espécies são responsáveis por enormes prejuízos no meio urbano.

Essas espécies são consideradas pragas e destroem a material celulósico de exteriores e interiores dos estabelecimentos que incluem móveis, papéis e causam mortes de árvores.

Cupins

Podemos dividi-los em 2 grupos:

CUPINS SUBTERRÂNEOS e CUPINS DE MADEIRA SECA


CUPINS SUBTERRÂNEOS

exemplos: Coptotermes gestroi e Heterotermes tenuis

Como o próprio nome diz vivem em colônias abaixo do solo. As colônias consistem basicamente de uma rainha, um rei, os reprodutores alados, os operários e os soldados. Normalmente suas colônias são grandes e quando maduras podem conter milhões de indivíduos.

Na primavera, em geral, uma colônia adulta e saudável irá produzir revoadas através de galerias especiais que ligam a colônia subterrânea até a superfície. Essas revoadas são realizadas por cupins alados (reprodutores com asas) também conhecidos por aleluias ou siriris. O objetivo da revoada é o vôo de acasalamento para a formação de casais e conseqüente formação de novas colônias.

Após um período de vôo muito curto, os reprodutores alados descansam, quebram suas asas em um ponto de fratura especial e passam a procurar um indivíduo do sexo oposto. Depois do encontro o macho (futuro rei) e a fêmea (futura rainha) escolhem uma área adequada para iniciar um novo ninho- geralmente um contato abaixo do solo entre uma pedra ou madeira- e criam uma câmara onde a rainha inicia a postura de ovos. Essa câmara (futuro ninho) pode ser construída perto da superfície ou a vários metros de profundidade.

Com a postura dos ovos a colônia se desenvolve com a formação das castas de operários e soldados que vão surgindo com o passar do tempo.

Após 4 ou 5 anos a colônia geralmente já atingiu população suficiente para que reprodutores alados se desenvolvam e façam a revoada para que o ciclo se repita.

Embora a comunidade científica não tenha certeza de quanto tempo a rainha vive, acredita-se que ela pode viver e reproduzir por até 25 anos.


CUPINS DE MADEIRA SECA

exemplo: Cryptotermes brevis

São cupins que constroem seus ninhos no interior de madeiras como móveis, portas, janelas, batentes, rodapés e de grandes estruturas como vigas e forros de telhados, etc.

Suas colônias são relativamente pequenas em comparação as dos cupins subterrâneos e chegam a ter quando maduras aproximadamente 3000 indivíduos.

As colônias consistem basicamente de um rei, uma rainha, reprodutores alados, soldados e pseudo-operários.

Eles vivem no interior da madeira da qual se alimentam e conservam a umidade por meio da produção de fezes secas que são grânulos que são expelidos periodicamente através de orifícios abertos de dentro para fora na madeira atacada e são conhecidos popularmente por “pozinho”.

Na primavera as revoadas também são realizadas pelos cupins de madeira seca e têm como objetivo a formação de novos ninhos na mesma madeira ou em outras peças localizadas em outros locais.

Pulgas

As pulgas são insetos pequenos (1 a 8,5mm de comprimento), desprovidos de asas e vivem como parasitas externos, alimentando-se de sangue, de animais domésticos e silvestres, além do próprio homem. As espécies mais importantes são:

  • Pulex irritans: é a que ataca ao homem mais frequentemente, embora também possa se alimentar de outros hospedeiros.
  • Xenopsylla cheopis: é a pulga dos ratos domésticos, e é a principal transmissora da peste bubônica e do tifo murino ao homem. Foi introduzida em todos os países do mundo com o rato-preto (Rattus rattus) e ratazana (Rattus norvegicus) em navios mercantes, particularmente na segunda metade do século XIX.
  • Ctenocephalides sp.: são parasitas preferenciais do cães e do gatos.
  • Tunga penetrans: vulgarmente conhecida como “bicho-do-pé”. Geralmente ocorre em solos arenosos. Os principais hospedeiros são: porcos, homem, cão e gato. No homem, prefere penetrar principalmente na sola do pé, calcanhar, canto dos dedos etc.

Pulgas

Ciclo de vida: a pulga passa por quatro estágios de desenvolvimento sendo, portanto, um animal de desenvolvimento completo (holometabólico): ovo, larva, pupa e adulto. De maneira geral, o ciclo vital de ovo à adulto se completa entre 3 e 4 semanas. O acasalamento geralmente ocorre no animal hospedeiro. O período pupal varia de 7 à 14 dias e, em condições desfavoráveis pode durar até um ano antes do adulto abandonar o casulo. A longevidade do adulto é muito variável, dependendo da espécie, do estado alimentar, temperatura e umidade. Pulex irritans, por exemplo, quando em ótimas condições, pode viver até 500 dias, enquanto que a Xenopsilla cheopis, apenas 100 dias.

Riscos à saúde humana: sua importância pode ser destacada em dois níveis, podendo ser como parasitas propriamente dito e como vetores de agentes causadores de doenças. Como parasitas destacam-se as irritações cutâneas e lesões, propiciando a instalação de fungos e bactérias. Já como vetores biológicos, merecem destaques doenças como peste bubônica e o tifo murino transmitidas através da picada da pulga dos roedores.

Taturanas

São conhecidas como lagarta-de-fogo, mandarová, sauí, taturana-gatinho, cachorrinho etc. Na verdade, são larvas de insetos que originarão mariposas ou borboletas adultas. Borboletas e mariposas colocam seus ovos dos quais saem essas lagartas que se alimentam de plantas e crescem trocando de pele (tegumento). São normalmente encontradas em árvores frutíferas das quais comem as folhas. Depois dessa fase de alimentação em que a lagarta já fez sua reserva de energia, a taturana tece um casulo para abrigar sua fase de pupa a qual não se alimenta mais. Nessa fase ocorre a formação de novos órgãos surgindo a borboleta ou mariposa que recomeçará um novo ciclo após sair do casulo.

Taturanas

Ciclo de vida: são insetos com metamorfose completa (holometabólicos), passando, portanto, pelas fases de ovo, lagarta, pupa e adulto. O tempo de desenvolvimento varia de espécie para espécie, sendo influenciado também por fatores ambientais como a temperatura e disposição de alimento.

Riscos à saúde humana: alguns desses insetos têm aparência agressiva, porém, não oferecem risco, outros podem causar acidentes, por conterem cerdas pontiagudas que eliminam veneno, que provocam queimaduras, choque anafilático, perda de coagulação do sangue e morte de pessoas principalmente no caso do gênero Lonomia. Os acidentes geralmente ocorrem em adultos ou crianças que manuseiam galhos, troncos e folhagens diversas, ocorrendo queimaduras principalmente nas mãos.

Formigas

As formigas são insetos sociais, isto é, vivem em colônias ou ninhos, onde cada uma trabalha para todos os membros da colônia e não somente para si mesma. Uma colônia de formigas ilustra um modo perfeito de sociedade comunitária, difícil do homem copiar e que talvez nunca consiga ser igualada. Uma colônia de formigas pode ser considerada um macro-organismo extremamente equilibrado em todas as suas reações. Os ninhos, de maneira geral, são constituídos de um sistema de passagens ou cavidades que se comunicam umas com as outras e com o exterior. Algumas espécies constroem seus ninhos no solo e plantas, outras no interior de edificações (sob azulejos, batentes de portas, pisos, vãos, fretas), ou ainda ocupam cavidades na madeira ou troncos de árvores. As colônias variam em tamanho e podem ser formadas desde algumas dezenas até por muitos milhares de indivíduos. O Brasil apresenta cerca de 2.000 espécies de formigas descritas, sendo que cerca de 20 a 30 são consideradas pragas urbanas, devido a associação e ocorrência com o ambiente urbano, invadindo residências, indústrias, hospitais e outros estabelecimentos.

Formigas

Ciclo de vida: são insetos com metamorfose completa (holometabolia), apresentando as fases de ovo, larva, pupa e adulto. Cada colônia é constituída por 3 formas distintas (castas): rainhas, machos e operárias. As rainhas são maiores que os demais indivíduos da colônia e são aladas, e em algumas espécies, podem viver vários anos.

Riscos à saúde humana: algumas formigas podem se defender usando um aparelho inoculador de veneno, podendo provocar reações alérgicas cuja gravidade depende da sensibilidade do indivíduo, local e número de picadas. Além disso, algumas espécies urbanas são potenciais agentes de transmissão mecânica de patógenos, como bactérias, vírus e fungos.

Mosquitos ou Pernilongos

Os mosquitos são insetos altamente sinantrópicos, isto é, perfeitamente adaptados às condições urbanas. Se reproduzem em córregos poluídos, lagos, valetas de esgotos, recipientes artificiais como tanque, caixas d’água, latas, pneus, pratos de vasos de plantas e todo material que acumule água.

Mosquitos ou Pernilongos

Ciclo de vida: são insetos que apresentam desenvolvimento completo (holometabolia), passando pelas fases de ovo, larva, pupa e adulto. De maneira prática, essas fases podem ser divididas em fase aquática (dependente da água) que envolve as fases de ovo, larva e pupa, e a fase aérea, restrita aos adultos alados. A duração da fase aquática varia de 7 a 13 dias, dependendo das condições, como temperatura e oferta de alimento. Os adultos vivem em média de 30 a 60 dias. Somente as fêmeas dos mosquitos é que sugam sangue (hematófagas), pois necessitam dele para amadurecer seus ovo. Machos e fêmeas se alimentam de seiva vegetal.

Gêneros mais importantes: dentre todos os mosquitos, os gêneros AedesAnopheles eCulex compreendem as espécies de maior importância ao ser humano, principalmente pela associação direta e transmissão de doenças. As fêmeas de Culex colocam seus ovos em águas poluídas, diretamente na água, em um conjunto de 100 a 300 ovos chamados de “jangada”. Fêmeas de Aedes aegypti, transmissoras de doenças, ovipositam em lugares sombreados e preferencialmente limpos, nas paredes de recipientes, próximo a linha d’água. Os ovos dessa espécie, sob condições adversas como a falta de chuva, por exemplo, podem resistir de 8 meses até mais de um ano.

Riscos à saúde humana: pelo fato das fêmeas se alimentarem de sangue, são de grande importância aos humanos por serem vetores de doenças, como é o caso doAedes aegypti, vetor do vírus da Dengue e da Febre Amarela. Nesses casos, ao picar uma pessoa doente, adquire o vírus que irá se multiplicar em seu organismo e posteriormente, quando picar uma pessoa sadia, transmitirá esse patógeno. Além disso, a presença dos mesmos irrita e faz com que noites mal dormidas interfiram na qualidade de vida das pessoas.

Moscas

O nome comum de “mosca” também denomina uma enorme variedade de dípteros. Ou seja, de insetos que têm apenas um par de asas bem desenvolvido, enquanto o segundo par é bastante reduzido. Existem moscas de formas, tamanhos, cores e hábitos muito diferentes entre si. Algumas, como a mutuca, chupam o sangue de animais, e eventualmente, do homem. Mas a maioria se alimenta de matéria orgânica. Entre as mais conhecidas estão a mosca-varejeira, a mutuca e, principalmente, a mosca-doméstica. A mosca-das-frutas também é bem conhecida na agricultura.

Moscas

Ciclo de vida: são insetos holometabólicos, com metamorfose completa (ovo, larva, pupa e adulto). O tempo de vida varia de espécie para espécie, em geral de 25 a 30 dias. A fêmea coloca seus ovos (de 100 a 150) em carcaças de animais, fossas abertas, depósitos de lixo, frutas e outros locais ricos em matéria orgânica. Após cerca de 24 horas, ocorre o nascimento das larvas. Estas, de formato cilíndrico e esbranquiçadas, geralmente ficam agrupadas, se movimentando bastante e fugindo da luz. Após um período de alimentação constante de 5 a 8 dias, as larvas abandonam a matéria orgânica. A camada externa de pele das larvas se endurece formando uma casca (pupa) dentro da qual começa a haver transformação para mosca adulta. As pupas têm coloração marrom claro, não se movimentam e não se alimentam de material externo. As moscas permanecem nesta fase por um período de 4 a 5 dias. Quanto maior a temperatura e umidade, mais rápido ocorrerá o ciclo de vida.


Riscos à saúde humana: as moscas-domésticas são insetos que têm importância como vetores mecânicos, isto é, podem veicular os microrganismos em suas pernas após pousarem em superfícies contaminadas com esses patógenos e pousarem nos alimentos, disseminando-os amplamente e, dessa forma, transmitindo doenças como distúrbios gastrointestinais. Além disso, moscas-das-frutas e moscas-da-bicheira, causam danos na produção agropecuária, com perdas significativas.

Baratas

São insetos que se caracterizam pelo corpo longo e comprimido, e por sua velocidade de deslocamento. Existem diversas espécies de baratas, incluindo as silvestres. As mais conhecidas são as baratas domésticas. Elas se escondem em lugares úmidos e escuros da casa, e saem à noite para devorar todo tipo de comestíveis. Sua capacidade de adaptação e sobrevivência é extraordinária.

Algumas baratas são bem grandes, como a Periplaneta americana (barata-de-esgoto), típica dos portos e comum em residências. Uma hóspede ingrata também comum em casas é a Blatella germanica (barata-alemã), pequenina e de cor amarelada. Ela mede entre dois e três centímetros, e sua coloração é escura. Somente os machos podem voar; as fêmeas não conseguem fazê-lo, pois suas asas são muito pequenas.

Baratas

Ciclo de vida: as baratas colocam seus ovos em um estojo, chamado de ooteca. Essa cápsula pode ser carregada pela fêmea até próximo à eclosão das ninfas, como ocorre com Blatella germânica, já em Periplaneta americana essa ooteca é depositada em local apropriado, normalmente fendas, gavetas ou atrás de móveis. Cada ovo dará origem à uma ninfa, que passa por várias mudas, originando o inseto adulto. As ninfas são menores que os adultos, não possuindo asas e sendo sexualmente imaturas. A barata-alemã vive em média 9 meses, colocando cerca de 5 ootecas ao longo da vida, cada uma com 30 a 50 ovos. A barata-de-esgoto vive de 2 a 3 anos, ovipositando de 10 a 20 vezes suas ootecas que contém de 12 a 20 ovos cada. Quanto maior a temperatura e umidade, menor será o tempo de desenvolvimento.

 

Riscos à saúde humana: as baratas domésticas, assim como as formigas, são responsáveis pela transmissão de várias doenças, principalmente gastroenterites, carregando vários agentes patógenos através de seu corpo, pernas e fezes, pelos locais por onde passam, atuando portanto, como vetores mecânicos.

Morcegos

Dentre os mamíferos considerados pragas, estão os morcegos, animais pertencentes à Ordem Chiroptera e únicos representantes dessa Classe que possuem a capacidade de vôo devido a transformação de seus “braços” em asas. Existem atualmente quase 1.000 espécies de morcegos, cerca de um quarto da fauna de mamíferos do mundo. Só no Brasil são conhecidas 147 espécies. A alimentação dos morcegos varia conforme a espécie, assim, existem os que se alimentam de insetos (insetívoros), de néctar de flores (nectívoros), de frutos (frugívoros), de sangue (hematófagos), entre outros. Do total de espécies identificadas, apenas 3 se especializaram para a hematofagia e, curiosamente, se restringem à América Latina (Diphylla ecaudataDiaemus youngi Desmodus rotundus). De maneira geral, esses animais ficam abrigados durante o dia em cavernas, ocos de árvores, edificações, porões, sótãos, folhagens entre outros. Apesar de enorme contribuição ao ecossistema, agindo como polinizadores, reguladores da população de insetos noturnos, dispersores de sementes de várias espécies vegetais, em algumas situações de desequilíbrio os morcegos prejudicam a saúde pública e a pecuária.

Morcegos

Ciclo de vida: os morcegos apresentam uma gestação de 2 a 7 meses, dependendo da espécie, apresentando geralmente um único filhote por gestação. Logo após nascer, as mães costumam carregar seus filhotes durante os vôos noturnos. Nos primeiros meses, esses filhotes são alimentados com o leite materno e, no decorrer do tempo, começam a ingerir o mesmo alimento que os adultos. A expectativa de vida é alta, variando de 10 a 30 anos.

Riscos à saúde humana: todos os morcegos, independente do seu hábito alimentar, podem morder se forem manipulados de maneira incorreta ou quando perturbados. Caso estejam contaminado com o vírus, podem transmitir a raiva, doença fatal na ausência de tratamento. Portanto, deve-se evitar o contato direto com esses animais. Além do animal em si, suas fezes podem, quando acumuladas nos abrigos, abrigar vários agentes patogênicos, como bactérias, fungos e vírus. No caso dos fungos, infecções respiratórias (histoplasmose) são comuns.

Roedores

Pertencem à Ordem Rodentia, esses mamíferos compreendem mais de 2000 espécies, sendo apenas 3 destas consideradas realmente importantes ao homem:

- Ratazana (Rattus norvegicus): também chamado de rato-de-esgoto, é o maior das três espécies. Abrigam-se em tocas que cavam no solo, em terrenos baldios, nas margens dos córregos, em lixões, sistemas de esgotos, bueiros etc.

- Rato-de-telhado (Rattus rattus): conhecido também como rato-de-forro ou rato-preto. Caracteriza-se por possuir grandes orelhas e cauda longa. Como o próprio nome diz, costumam habitar locais altos como os sótãos, forros e armazéns, descendo ao solo em busca de alimento e raramente escavando tocas.

- Camundongo (Mus musculus): é o de menor tamanho entre as três espécies urbanas. De hábito principalmente domiciliar, costuma fazer seus ninhos dentro de armários, fogões e despensas. É um animal muito curioso, sendo presa fácil nas ratoeiras.

Rato

Ciclo de vida: de maneira geral, vivem de 1 a 2 anos. Á partir do 3º mês de vida já podem procriar, sendo o tempo de gestação de 21 dias para camundongos e 28 dias para os outros. O número de filhotes por cria é de 3 a 10, dependendo da espécie, da quantidade de alimento disponível e do local.


Riscos à saúde humana: os ratos tem papel importante na transmissão de várias doenças como a leptospirose, peste bubônica, tifo murino, hantavirose, salmonelose, triquinose, febre da mordida, sarnas e micoses.

Escorpiões

Hábitos

Existem cerca de 1.500 espécies de escorpiões conhecidas, dentre estas destacamos duas, as quais são comuns em nossas cidades, o Tityus bahiensis (escorpião marrom ou preto) e o Tityus serrulatus (escorpião amarelo).

Os escorpiões são animais terrestres, de atividade noturna, ocultando-se durante o dia em locais sombreados e úmidos (sob troncos de árvores, pedras, cupinzeiros, tijolos, cascas de árvores velhas, construções, frestas de muros, dormentes de estradas de ferro, lajes de túmulos, entre outros) e não são animais agressivos.

Existem poucas espécies que se adaptaram à vida junto às habitações humanas e, ocasionalmente dirigem-se às casas à procura de abrigos. Nesse caso podem ser encontrados até dentro de sapatos e gavetas.

Todos os escorpiões são carnívoros, capturam e matam animais dos quais se alimentam, entre eles podemos citar baratas, grilos, aranhas de porte médio, etc. Tem como inimigos naturais as corujas, gaviões, sapos, algumas espécies de aranhas, lagartos entre outros.

Escorpião

Ciclo de Vida:

Os escorpiões não põem ovos, os filhotes desenvolvem-se dentro da mãe e o nascimento é por meio de parto, sendo a gestação longa, 2 a 3 meses dependendo da espécie.

Uma ninhada pode ter até 20 filhotes os quais ficam nas costas da mãe até a primeira troca de pele. Os filhotes ficam adultos após 5 a 6 mudas de pele, com cerca de um ano de idade. Vivem em média 3 a 4 anos.

Tityus serrulatus só apresenta espécimes fêmeas, os óvulos transformam-se diretamente em embriões que dão origem a novas fêmeas (processo denominado partenogênese), já o Tityus bahiensis apresenta os dois sexos.

 

Riscos à saúde humana:

Algumas espécies de escorpiões podem inocular veneno pelo ferrão, sendo considerados animais peçonhentos. A gravidade do envenenamento varia conforme o local da picada e a sensibilidade do acidentado, sendo que a gravidade do acidente deve ser avaliada pelo médico, o qual tomará as decisões sobre o tratamento a ser ministrado.

Os acidentes geralmente ocorrem quando se manuseia material de construção ou entulho, em residências, e são mais comuns no período das chuvas, quando o calor aumenta e estes animais ficam mais ativos.

Carrapatos

Os carrapatos são parasitas capazes de infestar as mais diferentes espécies de animais (répteis, anfíbios e mamíferos); inclusive os cães, gatos e seres humanos. São de grande importância médico-veterinária, pois além de causar desconforto (irritação e coceira), podem transmitir várias doenças.

Os carrapatos são parasitas capazes de infestar as mais diferentes espécies de animais (répteis, anfíbios e mamíferos); inclusive os cães, gatos e seres humanos. São de grande importância médico-veterinária, pois além de causar desconforto (irritação e coceira), podem transmitir várias doenças.

Com o passar dos anos, o desenvolvimento de novos meios de diagnóstico permitiram identificar inúmeras doenças transmitidas pelos carrapatos não apenas aos animais domésticos e selvagens, mas também aos seres humanos. Desde então, a importância da adoção de medidas profiláticas contra a infestação por carrapatos tem aumentado em todo o mundo.

Carrapato

Ciclo de vida
O carrapato não precisa permanecer sobre o hospedeiro durante toda sua vida, indo freqüentemente ao solo para sofrer as mudanças de fase ou fazer a postura dos ovos. As fêmeas, depois de fecundadas e ingurgitadas (cheias de sangue) desprendem-se do hospedeiro e caem no solo para colocar seus ovos. 

Após a eclosão dos ovos no meio ambiente há o surgimento das larvas do carrapato, as quais sobem pelas gramíneas e arbustos na busca de um novo hospedeiro. Este ciclo de desenvolvimento pode variar de acordo com cada Espécie de carrapato, mas em geral leva de 15 a 21 dias, havendo a passagem do carrapato pelas fases de larva, ninfa e adulto.

Quando se trata de controle de carrapatos, a diminuição da infestação ambiental é primordial. Deste modo, a utilização de produtos específicos no ambiente (acaricidas), ou ainda, a realização da poda da vegetação e retirada de lixo ambiental é fundamental para eliminar os focos do parasita nos quintais e áreas livres por onde os animais circulam.

DOENÇAS
A perda de sangue é uma questão importante quando se trata das infestações por carrapatos. As fêmeas de algumas espécies consomem mais de 8ml cada uma. Em alguns casos, as infestações por carrapatos atingem tal magnitude que os animais morrem por causa da perda de sangue ou por
tornarem-se susceptíveis a outras doenças devido ao estado debilitado.

Os carrapatos podem transmitir várias doenças aos animais e aos seres humanos, podendo causar doenças graves e muitas vezes fatais. Dentre as mais comuns podemos citar a babesiose canina, a erliquiose canina, a doença de Lyme e a febre maculosa.

Aranhas

As aranhas são animais carnívoros, de vida livre, geralmente solitárias e predadoras, alimentando-se principalmente de insetos. São principalmente terrestres existindo aproximadamente 30.000 espécies conhecidas, sendo que apenas 20 a 30 são consideradas como tendo veneno tóxico para o homem. Têm como inimigos naturais os pássaros, lagartixas, sapos, rãs, outras aranhas, etc.

As aranhas de maior importância médica são a Loxosceles (aranha marrom), aPhoneutria sp. (armadeira) e a Lycosa sp. (aranha de grama ou tarântula).

As aranhas marrons não são agressivas, vivem sob cascas de árvores, folhas secas de palmeiras e residências, onde abrigam-se em pilhas de tijolos, telhas e entulhos em geral, adaptando-se facilmente ao ambiente domiciliar alojando-se atrás de móveis, quadros, rodapés soltos, cantos de parede e outros locais que não são limpos com freqüência.

As armadeiras são aranhas agressivas, tendo esse nome porque armam bote quando se sentem ameaçadas, vivem em bananeiras, terrenos baldios, em zonas rurais junto às residências. As aranhas de grama vivem em jardins, gramados, pastos e campos, e fogem quando molestadas.

As caranguejeiras vivem sob troncos caídos e pedras, em cupinzeiros, junto a raízes de grandes árvores e nos pastos, vivendo em geral, em locais afastados do homem. Raramente causam acidentes por causa da posição dos seus ferrões, embora assustem devido à sua aparência e tamanho. Utilizam como mecanismo de defesa mais comum, o bombardeamento, que consiste em atritar vigorosamente as patas traseiras no abdômen, espalhando uma nuvem de pêlos com ação irritante em direção ao inimigo.

A aranha marrom, a armadeira e caranguejeira tem hábitos noturnos; já as aranhas de grama são ativas durante o dia e a noite. As aranhas peçonhentas para o homem, em geral, não vivem em teias, e quando as fazem, são irregulares e não tem forma geométrica.

Aranha

Ciclo de vida

Há acasalamento entre macho e fêmea, e, a aranha põe ovos, muitas vezes em grandes quantidades, mais de 1.000 em uma única postura, que ficam protegidos numa bolsa de fios de seda chamada ovisaco. Em geral, as aranhas cuidam da ovisaco e algumas como a Lycosa sp, carregam os filhotes recém-eclodidos nas costas até a primeira muda de pele, sendo o crescimento feito através de sucessivas trocas de pele.

Há muita variação quanto ao tempo de vida, de alguns meses à vários anos.

Riscos à saúde humana

As aranhas são animais peçonhentos, injetando veneno por meio de um par de glândulas que se encontra em suas peças bucais. A gravidade do envenenamento, varia de acordo com o local da picada, a sensibilidade individual, entre outros, sendo indicado procurar assistência médica em caso de acidente.

Os acidentes com a aranha marrom geralmente ocorrem no verão em ambiente domiciliar, quando a aranha escondida em uma vestimenta ou toalha é inadvertidamente prensada contra a pele da vítima ou enquanto esta dorme. Já os acidentes com aranhas armadeiras ocorrem em geral quando manipula-se frutas, ou no ato de calçar os sapatos, local onde estas aranhas costumam se abrigar.

As aranhas de grama picam ao serem pisadas ou quando impossibilitadas de fugir.

Aves

Os pombos são aves de origem européia, encontrados no mundo todo, com exceção nos pólos. Alimentam-se preferencialmente de grãos e sementes, mas podem reaproveitar restos de alimentos ou até mesmo lixo. Além disso, a alimentação oferecida pelas pessoas em praças, parques e até residências, acarreta no aumento dessas populações nessas áreas. Seus ninhos são feitos em locais altos das casas, em prédios, forros e beirais, torres de igrejas etc. O casal formado para a cópula é permanente em toda a vida.

Pombos

Ciclo de vida: em média, vivem de 3 a 5 anos, e em condições silvestres, essa longevidade é triplicada chegando a 15 anos. O ninho é feito pelas fêmeas, usando-se materiais (galhos, folhas etc) recolhidos da redondeza. O número de posturas é de 1 a 2 ovos por ninhada, que são incubados por um período de 17 a 19 dias. Em clima favorável, junto a boas condições de abrigo e alimento abundante, o número de ninhadas chega a ser de 4 a 6 por ano.

Riscos à saúde humana: aparentemente inofensivos, os pombos podem se tornar verdadeiras pragas em caso de proliferação excessiva. Doenças como a criptococose, histoplasmose e ornitose são transmitidas pela inalação da poeira proveniente das fezes secas desses animais, que estão contaminadas por fungos (histoplasmose e criptococose) ou ricketsia (ornitose). Tais doenças comprometem o aparelho respiratório, podendo afetar o sistema nervoso central, como acontece nos casos de criptococose. A salmonelose é uma doença infecciosa aguda do aparelho digestório, que pode ser transmitida pela ingestão de alimentos contaminados pela bactéria Salmonela sp., trazidas até esses alimentos pelas fezes desses pombos. A Biomax, no convênio estabelecido com a Esalq/USP, tem isolado periodicamente das fezes e dos corpos de pombos essas e outras bactérias prejudiciais à saúde humana. A contaminação indireta também pode ocorrer por meio de ácaros carregados por essas aves, os quais causam dermatites quando em contato com a pele humana.

Como evitar a proliferação e a infestação dos pombos

  1. Esclarecer a população sobre o dano de se alimentar pombos, o que acarreta no aumento da densidade populacional, com excessiva proliferação dessas aves, desencadeando problemas para o ambiente e afetando a qualidade de vida das pessoas
  2. Proteger os alimentos de possível acesso das aves
  3. Não permitir o reaproveitamento das sobras de rações de animais domésticos pelos pombos
  4. Telar aberturas, mudar ângulo de inclinação da superfície de pouso para 60º, colocar fios de naylon bem esticados em beirais como barreira
  5. Aplicação de repelentes químicos regularizados, que podem fazer com que os pombos não retornem ao local por até 2 anos
  6. Umedecer as fezes antes de removê-las, sempre utilizando máscaras ou pano úmido na boca e nariz para fazer a limpeza do local.

Obs: o ideal é adotar todas essas ações ao mesmo tempo.

Lacraias e Centopéias

As lacraias e centopéias são animais terrestres, de vida solitária. São carnívoros, alimentando-se principalmente de minhocas, vermes, grilos, baratas e outros invertebrados. Assim a sua proliferação depende da existência desses organismos. Possuem hábito noturno e alojam-se sob pedras, casca de árvores, folhas no solo e troncos em decomposição, ou constroem um sistema de galerias, contendo uma câmara principal onde se escondem.

Riscos à saúde humana: são animais peçonhentos, pois possuem glândula inoculadora de veneno, podendo causar acidentes dolorosos. A maioria desses acidentes ocorre quando a pessoa manipula objetos nos locais onde o animal fica alojado. O quadro não é grave, variando de acordo com o número de picadas, e da sensibilidade da vítima em relação ao veneno.

Universidade de São Paulo

APRAG

National Pest Control Association

CREA-SP

ANVISA

Minitério da Agricultura