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Técnicas de Controle pré e pós Construção

 

O controle de cupins é diferenciado de outros insetos. Isso porque são insetos sociais que possuem várias castas e uma boa organização da colônia. Portanto, a eliminação de uma parte da colônia, muitas vezes não é suficiente para extinguí-la, pois as partes restantes podem se recuperar e continuar a infestação.

Para o sucesso do controle a maior parte da colônia precisa ser eliminada, principalmente a rainha. A seguir veremos que a forma mais eficaz de conseguir esse sucesso é utilizando iscas atrativas de controle.

O controle dos cupins pode ser realizado usando-se técnicas de pré-construção e de pós-construção.

TÉCNICAS DE PRÉ-CONSTRUÇÃO:

Iscas para cupins subterrâneos

É uma técnica onde se emprega iscas com ingredientes ativos associados ou não a fungos entomopatogênicos que são colocadas diretamente no solo da construção abrangendo um território de forrageamento dos cupins visando ao controle da colônia. Os cupins forrageiros se alimentam dessas iscas mas não morrem imediatamente. Eles vivem o suficiente para transportar o inseticida/fungo para a colônia e distribuí-lo por meio da trofalaxia (ação de um alimentar o outro). Assim, a colônia de cupim é eliminada e a futura estrutura fica protegida contra ataques.

As iscas são feitas de substratos que contém celulose, tais como blocos de madeira, papelão e papel. O ingrediente ativo adicionado a essas iscas varia conforme a espécie de cupim a ser controlada e os locais onde são instaladas.

Um aspecto bastante relevante no uso de iscas para controle de cupins é a pequena quantidade de inseticida usada nesse tipo de tratamento. Além da ação inseticida o produto também estressa o cupim e ele perde a sua capacidade de limpeza (grooming) tornando-se muito suscetível às doenças e ao agente biológico (fungo) utilizado na isca. Essa constatação é fruto de 10 anos de pesquisas da ESALQ/Biomax. Diferente das aplicações convencionais de inseticidas, onde grande quantidade de substâncias químicas persistem no ambiente, essa tecnologia ajuda na preservação da saúde humana e dos ecossistemas. Além disso, porções não consumidas das iscas podem ser removidas depois do tratamento, deixando a área totalmente livre de resíduos.

Barreira química para cupins subterrâneos

Consiste na injeção de inseticidas líquidos em perfurações realizadas ao redor das estruturas.

Possui maior eficácia quando realizada na fase de pré-construção.

É importante ressaltar que esta técnica só é pertinente quando existe certeza que o lençol freático ou outro curso de água não será contaminado. Fato que só é de conhecimento se for realizado um estudo com sondagens de solo, o que na prática não é executado.

Sob o ponto de vista de saúde humana e ambiental, desaconselha-se o uso desse processo dentro de residências e apartamentos por meio da perfuração de pisos e injeção de inseticidas.

Barreira física para cupins subterrâneos

São colocadas durante a construção da obra formando uma camada impermeável. Essas barreiras podem ser constituídas por partículas uniformes (areia, vidro moído, basalto etc) ou por telas de aço inoxidável.

Os cupins não atravessam as partículas porque estas são grandes ou pequenas demais para serem movimentadas.

Na Austrália é utilizada uma combinação de barreira química e física na qual lâminas de um material sintético são impregnadas com inseticidas.

Tratamento da madeira para cupins subterrâneos e de madeira seca

As madeiras são tratadas com inseticidas de longa ação residual, que são dissolvidos em um solvente apropriado (querosene, aguarrás, álcool ou isoparafina). O produto pode ser aplicado por pincelamento, injeção, pulverização ou imersão. O produto deve ser escolhido criteriosamente em função do uso que terá a madeira tratada.

Fumigação tradicional ou expurgo para cupins de madeira seca

É a aplicação de gases tóxicos tradicionais como a fosfina nos madeiramentos infestados.

Esse tipo de tratamento não é permitido no Brasil, mas está disponível nos Estados Unidos e Austrália.

Injeção de inseticidas para cupins de madeira seca

Em áreas bem delimitadas, infestadas por cupim de madeira seca, recomenda-se o uso de inseticidas diluídos em solventes. Geralmente deve-se desobstruir os orifícios existentes na madeira com uma agulha e injetar o produto. É um tratamento lento e paciencioso. O pincelamento e a pulverização da calda inseticida são tratamentos complementares dessa técnica.

Dentre as técnicas citadas a injeção de inseticidas é a técnica menos eficaz em casos de infestações médias e altas de cupim de madeira seca.

Universidade de São Paulo

APRAG

National Pest Control Association

CREA-SP

ANVISA

Minitério da Agricultura