É uma técnica onde se emprega iscas com ingredientes ativos associados ou não a fungos entomopatogênicos que são colocadas diretamente no solo da construção abrangendo um território de forrageamento dos cupins visando ao controle da colônia. Os cupins forrageiros se alimentam dessas iscas mas não morrem imediatamente. Eles vivem o suficiente para transportar o inseticida/fungo para a colônia e distribuí-lo por meio da trofalaxia (ação de um alimentar o outro). Assim, a colônia de cupim é eliminada e a futura estrutura fica protegida contra ataques.
As iscas são feitas de substratos que contém celulose, tais como blocos de madeira, papelão e papel. O ingrediente ativo adicionado a essas iscas varia conforme a espécie de cupim a ser controlada e os locais onde são instaladas.
Um aspecto bastante relevante no uso de iscas para controle de cupins é a pequena quantidade de inseticida usada nesse tipo de tratamento. Além da ação inseticida o produto também estressa o cupim e ele perde a sua capacidade de limpeza (grooming) tornando-se muito suscetível às doenças e ao agente biológico (fungo) utilizado na isca. Essa constatação é fruto de 10 anos de pesquisas da ESALQ/Biomax. Diferente das aplicações convencionais de inseticidas, onde grande quantidade de substâncias químicas persistem no ambiente, essa tecnologia ajuda na preservação da saúde humana e dos ecossistemas. Além disso, porções não consumidas das iscas podem ser removidas depois do tratamento, deixando a área totalmente livre de resíduos.